Ação & Plataforma
Dan the Man
Ação, Batalha Épica!
- Estúdio
- Halfbrick Studios
- Lançamento
- 2017
- Género
- Ação, Plataformas, Beat ’em up
- Leitura
- 3 min

“Um beat ’em up que faz troça das próprias regras do género enquanto as cumpre à risca — e a piada nunca cansa.”Redação Poxveni
Três momentos do jogo



Capturas da ficha de Dan the Man na Google Play, Halfbrick Studios.
Sinopse
Dan não pediu para ser herói. Vivia bem na sua aldeia, com pouco mais que ambição de continuar a viver bem, até uma corporação sem nome próprio — só um logótipo e uma promessa de "desenvolvimento regional" — chegar com contratos de expropriação numa mão e uma milícia privada bem fardada na outra. Josie, a mulher que Dan ama, torna-se garantia de "boa colaboração da comunidade" no minuto em que ele hesita em assinar. O resgate devia ser rápido. Não é. Cada bairro libertado revela outro elo da cadeia — generais decorativos, políticos que mudam de discurso consoante o microfone mais próximo, um sistema inteiro desenhado para tratar pessoas como linhas de orçamento. Dan the Man não pede desculpa por simplificar essa engrenagem em socos e pontapés: é assim que o género sempre resolveu as coisas, e o jogo sabe disso.
Atmosfera e direção de arte
A pixel art de Dan the Man não tenta parecer antiga por nostalgia vazia — usa a linguagem retro porque essa linguagem já vem com um vocabulário de exagero embutido: socos que arrastam o ecrã, inimigos projetados em arcos perfeitos, explosões desenhadas como banda desenhada. As cores são saturadas ao ponto de cada cenário parecer um cartaz de propaganda mal escondido, o que serve bem ao tema. O humor negro entra pelas cutscenes — anúncios corporativos risíveis, generais pomposos em discursos que se desfazem sozinhos — e nunca larga o jogador, nem nos momentos mais tensos da história.
Género e jogabilidade
É um side-scrolling beat ’em up com pernas de plataforma: o combate acontece em corredores estreitos onde a leitura de padrões importa tanto como a velocidade dos dedos. O leque de movimentos cresce depressa — socos encadeados, pontapés que interrompem combos inimigos, saltos com ataque aéreo, e a possibilidade de arrancar armas das mãos de quem acabou de tentar usá-las contra Dan. Os níveis escondem rotas alternativas e salas secretas que recompensam quem sai do caminho óbvio, e os chefes de fase exigem memorização de padrões mais do que força bruta. O modo arcade, para quem já domina o essencial, troca a narrativa por picos de dificuldade puros — sobreviver é o único objetivo.
Contexto cultural
Dan the Man é uma homenagem consciente aos clássicos de sala de jogos — há Contra e Metal Slug na forma como os inimigos aparecem em vaga, há Double Dragon na cadência dos socos — mas filtrada por um humor tipicamente indie, que não se leva a sério nem por um segundo. Por baixo da piada fica uma sátira social sobre privatização e desigualdade que nunca precisa de um discurso longo para se fazer entender: basta olhar para quem está do lado de fora da vedação e quem está a construir a vedação.
- Combate corpo a corpo rápido, com combos aéreos e roubo de armas aos inimigos
- Sátira política e social escondida por trás de humor absurdo
- Fases com rotas secretas e chefes com padrões para decorar